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O funk como manifestação cultural

Hugo Daniel Prando

Com batida animada e letras que mostram o cotidiano de quem mora nos morros, nos últimos anos, o funk ganhou milhares de seguidores. O ritmo, criado pelos afroamericanos na década de 60, chegou às periferias brasileiras nos anos 80. Por retratar a realidade de grande parte dos brasileiros que são negros e pertencem a classe baixa, quem trabalha com o ritmo musical e quem o ouve são taxados como pessoas sem estudo e cultura.

O debate sobre a cultura do funk é fundamental. É possível, por exemplo, que ao receberem investimento, saúde e educação, os Mc’s passem a falar sobre isso em suas músicas. As letras atuais do funk retratam a realidade e abordam assuntos como violência, bebidas, sexo etc. São dessa maneira porque quem as escreveu vive (ou viveu) aquilo. No entanto, o preconceito que existe com o funk não existe com o rock, que em muitas músicas usa o lema “sexo, drogas e rock’n roll”.

O fato é que o momento pelo qual o funk passa agora é o mesmo que o samba passou anos atrás. Quando chegou ao Brasil, o samba não foi bem recebido pelas classes média e alta. Atualmente, assim como o funk, o samba tem um público diverso, atraindo pessoas de todas as classes sociais, cor e gênero.

A maioria dos cantores brasileiros de funk saiu das periferias brasileiras. É o caso da Anitta, que começou como Mc e hoje está ganhando o mundo com suas músicas. De um jeito inteligente, aos poucos a cantora foi conquistando um grande público. Agora, Anitta é conhecida no exterior e já realizou diversas parcerias com cantores internacionais. Embora alguns brasileiros não recebam bem o funk, no exterior isso é algo que não ocorre.

O funk torna-se manifestação cultural a partir do momento que os cantores falam suas realidades nas músicas. É por meio dessas letras que classes média e alta têm conhecimento sobre o que os moradores das periferias sofrem todos os dias. Ter preconceito e criminalizar esse ritmo é não dar direito a outras pessoas de terem liberdade de expressão.

A maioria dos Mc’s saiu do mundo do crime quando começou a trabalhar com o funk. E é com esse gênero musical que os moradores das favelas e morros conseguem ter a liberdade de falar abertamente sobre a falta de segurança onde moram. Mc Carol, por exemplo, fala abertamente sobre a Polícia Militar e Civil, mostrando casos reais em que negros da periferia foram injustiçados pela polícia. Ela também aborda assuntos como história do Brasil e feminismo, fazendo com que o funk seja um instrumento de ensino para milhares de pessoas.